10 exemplos de edifícios com painéis solares fotovoltaicos integrados (BIPV)

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10 exemplos de edifícios com painéis solares fotovoltaicos integrados (BIPV)

Energia solar fotovoltaica integrada em edifícios (BIPV)

Energia solar fotovoltaica integrada em edifícios, também conhecida como BIPV (Edifício de energia fotovoltaica integrada), é uma tecnologia que transforma elementos arquitetônicos, como telhados, fachadas ou janelas, em geradores de eletricidade limpa.

Ao contrário dos sistemas solares tradicionais instalados no telhado, os sistemas BIPV são incorporados diretamente ao projeto arquitetônico desde o início do projeto. Isso significa que os painéis solares fotovoltaicos não apenas produzem energia, mas também cumprem funções estruturais e estéticas: protegem do clima, isolam termicamente e enriquecem o design do edifício.

Essa tecnologia representa uma solução fundamental para alcançar edifícios energeticamente eficientes, com menor impacto ambiental e preparado para obter certificações de sustentabilidade como LEED ou BORDA.

O que é energia solar fotovoltaica integrada (BIPV)?

Energia solar fotovoltaica integrada em edifícios, também conhecida como BIPV (por sua sigla em inglês: Edifício de energia fotovoltaica integrada), é uma forma inteligente de incorporar painéis solares diretamente na arquitetura. Em vez de instalar os painéis no telhado como um agregado, o sistema é projetado desde o início como parte do edifício: ele se torna uma fachada, telhado, janela ou até mesmo corrimão.

Isso permite que os módulos solares cumpram uma dupla função: gerar eletricidade limpa e, ao mesmo tempo, fazer parte ativa do design do edifício. Assim, a tecnologia não só melhora a eficiência energética, mas também o desempenho térmico e o valor estético da construção.

Como funciona a energia solar fotovoltaica

A energia fotovoltaica é uma tecnologia limpa que converte a luz solar em eletricidade, sem a necessidade de combustíveis ou emissões poluentes. Esse processo ocorre graças às células fotovoltaicas, que fazem parte dos conhecidos painéis solares.

Quando a radiação solar atinge essas células (feitas de materiais semicondutores como o silício), os fótons estimulam os elétrons no material, gerando uma corrente elétrica contínua (DC). Em seguida, um dispositivo chamado inversor transforma essa corrente em corrente alternada (AC), pronta para ser usada em residências, edifícios ou sistemas industriais.

Esse processo permite que o edifício aproveite a energia solar para alimentar luzes, eletrodomésticos, equipamentos de escritório ou sistemas HVAC, reduzindo assim seu consumo tradicional de energia, avançando em direção a um modelo urbano de desenvolvimento sustentável.

Como os painéis solares são integrados em um edifício?

Os sistemas BIPV podem ser adaptados a diferentes partes do edifício:

  • Telhados solares integrados: substitua telhas ou telhados convencionais. Eles protegem contra o clima e geram eletricidade ao mesmo tempo.
  • Fachadas solares: ideal quando não há espaço suficiente no teto. Os painéis podem ser opacos ou semitransparentes, permitindo a passagem da luz natural.
  • Janelas fotovoltaicas: combine visibilidade externa com capacidade de geração de energia.
  • Outros elementos: grades, toldos ou sistemas de sombra também podem incluir módulos solares flexíveis.

A chave é que cada centímetro de superfície possa ser usado sem comprometer o design.

Tipos de tecnologia disponível

Nem todos os painéis solares são iguais. Existem tecnologias diferentes e cada uma oferece benefícios específicos:

  • Silício cristalino: muito eficiente, ideal para tetos e superfícies expostas ao sol direto.
  • Filme fino (CIGS, CdTe): mais flexíveis e leves, eles são mais adequados para fachadas curvas ou semitransparentes.
  • BIPVT: sistemas híbridos que, além de gerar eletricidade, captam o calor do sol e o reutilizam (por exemplo, para aquecer água).

A escolha da tecnologia certa depende do projeto arquitetônico, do clima local e do uso pretendido.

Benefícios econômicos e ambientais do uso da energia solar

A instalação do BIPV ajuda a reduzir o consumo de energia da rede e, portanto, o custo operacional do edifício. Embora o investimento inicial possa ser maior, ele é compensado por economias de longo prazo e pela possibilidade de acessar certificações ambientais como LEED ou EDGE. Além disso, a pegada de carbono do edifício é reduzida e contribui para uma cidade mais sustentável.

Do ponto de vista da sustentabilidade, edifícios com BIPV podem atingir padrões como Edifícios com Energia Quase Zero (NZEB), pois geram uma parte significativa de sua demanda de energia graças às energias renováveis. Eles também ajudam a reduzir a necessidade de materiais adicionais em telhados ou fachadas, promovendo uma construção mais eficiente em termos de recursos.

Além disso, a integração solar pode ser combinada com estratégias passivas de projeto, como ventilação cruzada, isolamento térmico e orientação estratégica, multiplicando seu impacto positivo.

Recomendações para uma integração arquitetônica eficaz

Para que tudo funcione bem, planejar a integração solar desde o início do projeto é fundamental. Aqui estão algumas dicas práticas:

  • Avalie a orientação do edifício e evite sombras que afetem o desempenho solar.
  • Coordene desde o início com arquitetos, engenheiros e fornecedores de tecnologia.
  • Use simulações de energia para antecipar a produção solar esperada.
  • Certifique-se de que a estrutura suporte o peso dos painéis.
  • Projete bem a conexão com o sistema elétrico e, se aplicável, incorpore baterias de armazenamento.

E embora a manutenção seja baixa, verificações regulares são sempre recomendadas para garantir que tudo esteja funcionando como deveria.

10 edifícios com painéis solares integrados (BIPV) no mundo

1. Casa B - Stuttgart, Alemanha

© Brígida González

Localizada na Alemanha, essa casa da década de 1950 foi completamente reformada para ser transformada em um edifício Plus-Energy, ou seja, capaz de gerar mais energia do que consome.

O estúdio Yonder — Architektur und Design substituiu o telhado tradicional por telhas fotovoltaicas integradas, que além de gerar eletricidade, funcionam como um telhado à prova d'água. A eficiência energética é complementada com isolamento térmico de alto desempenho e um sistema geotérmico.

2. Glanhof 1 - Klagenfurt, Áustria

Coletivo de arquitetos

Este complexo residencial projetado pelo Architects Collective se destaca por sua fachada em ziguezague com painéis solares integrados que geram energia e fornecem identidade visual ao edifício.

Possui soluções sustentáveis, como bomba de calor geotérmica, armazenamento térmico com salmoura e painéis solares na fachada e no telhado. Além disso, seu piso térreo aberto foi projetado para criar comunidade e acessibilidade.

3. EnergyX DY‑building — Goyang, Coreia do Sul

Imagem de Parker153, via Wikimedia Commons, sob uma licença CC BY-SA 4.0.

Este edifício é um exemplo de Plus-Zero Energy na Ásia, com certificação ZEB Grade 1, o que significa que produz mais energia do que consome.

Todo o seu envelope — janelas, mezaninos e fachadas — integra painéis solares BIPV. Além disso, ele usa tecnologias como bombas de calor, ventilação otimizada e iluminação LED inteligente, o que o torna um edifício com altíssima eficiência energética.

4. Assentamento solar em Schlierberg — Freiburg, Alemanha

Imagem retirada de rolfdisch.de

Esse bairro residencial projetado por Rolf Disch é composto por 59 casas que, juntas, geram mais energia do que consomem.

Graças à sua orientação solar ideal, telhados com painéis solares e isolamento de alta qualidade, o conjunto alcança um modelo Plus-Energy. Ele também usa sistemas de recuperação de calor e energia solar térmica para maximizar sua eficiência.

5. Sede da Novartis — Basileia, Suíça

Imagem de AMDL Circle

Projetado por AMDL CIRCLE e Michele De Lucchi, este edifício se destaca por sua fachada multimídia BIPV que integra mais de 10.000 painéis solares orgânicos em forma de diamante.

Além de gerar energia, esses painéis projetam animações digitais e fornecem sombra e isolamento. Ele foi projetado como um edifício de energia zero, cobrindo toda a sua demanda de energia durante o dia.

6. Escola Internacional de Copenhague — Copenhague, Dinamarca

Imagem retirada de azuremagazine.com

Esta escola se destaca por sua fachada solar composta por mais de 12.000 painéis fotovoltaicos integrados, que geram mais de 50% da energia consumida pelo edifício. Cada painel é orientado em um ângulo para otimizar a coleta solar, ao mesmo tempo em que fornece textura e dinamismo ao projeto arquitetônico.

O projeto combina funcionalidade energética com um forte componente educacional e estético: os painéis não apenas produzem eletricidade, mas também se tornam uma ferramenta pedagógica sobre sustentabilidade para estudantes.

7. Museu da Romanidade — Nimes, França

© Stéphane_Ramillon

Projetado por Elizabeth de Portzamparc, este museu combina tecnologia solar e design contemporâneo em frente ao Coliseu Romano em Nîmes. Seu gabinete de vidro integra módulos fotovoltaicos semitransparentes que filtram a luz solar e geram energia, sem alterar a estética ou o ambiente histórico.

A fachada ondulada, inspirada nas roupas romanas, age como uma pele dupla ativa que melhora o conforto térmico e reduz o consumo de energia do edifício.

8. Apple Park — Cupertino, Califórnia, EUA EUA

Imagem retirada de arquitecturaviva.com

A sede da Apple Inc. tem um teto circular coberto por painéis fotovoltaicos integrados que geram 17 MW de energia, cobrindo quase 100% do consumo diurno do edifício.

Projetado para operar com ventilação natural na maior parte do ano, combina eficiência energética, conforto interior e paisagismo regenerativo com mais de 9.000 árvores nativas. Certificado com LEED Platinum, é um modelo de sustentabilidade em larga escala em ambientes corporativos.

9. Edifício Anáhuac — Cidade do México, México

Extraído de anahuac.mx

Projetado como sede do Centro de Tecnologia e Energia da Universidade Anahuac, este edifício educacional incorpora soluções fotovoltaicas integradas que o tornam uma referência em sustentabilidade na América Latina.

Seu envelope arquitetônico inclui painéis solares BIPV na fachada e no telhado, que não apenas geram eletricidade para autoconsumo, mas também funcionam como dispositivos passivos de controle solar. Essa função dupla melhora o conforto térmico interno e reduz a carga de energia do edifício.

Em 2022, tornou-se o primeiro projeto residencial no México a obter o Certificação LEED Energia zero, além de ter um nível LEED Platina, que reconhece sua capacidade de gerar tanta energia renovável quanto consome. Também funciona como um laboratório vivo para ensinar eficiência energética, energia renovável e design sustentável.

10. Edifício corporativo Bancolombia — Medellín, Colômbia

Imagem retirada de bancolombia.com

Sede do maior grupo financeiro da Colômbia, este edifício corporativo combina arquitetura bioclimática com estratégias avançadas de eficiência energética e energia renovável.

Embora não integre totalmente os painéis fotovoltaicos em seu gabinete (BIPV), seu teto possui um sistema solar que contribui significativamente para a geração de energia limpa. Seu design incorpora iluminação natural, ventilação cruzada, materiais com baixo impacto ambiental e um sistema inteligente de gerenciamento de energia.

Essas características lhe renderam a certificação LEED Gold. É um exemplo claro de como grandes empresas podem liderar a mudança em direção à construção sustentável.

O futuro dos edifícios com painéis solares integrados

A integração de painéis solares em edifícios não é mais uma tendência do futuro: é uma realidade que está progredindo fortemente em todo o mundo. À medida que os custos caem e os padrões de eficiência energética se tornam mais exigentes, mais e mais projetos estão apostando na inclusão de sistemas fotovoltaicos integrados (BIPV) desde o design.

O interessante dessa tecnologia é que não se trata apenas de produzir energia limpa. Ele também fornece valor estético, funcionalidade e desempenho térmico. Fachadas ou telhados solares não são simplesmente “tecnologia”, mas fazem parte de uma arquitetura mais inteligente e eficiente.

Além da economia de energia, muitos edifícios que adotam essa solução estão obtendo certificações de sustentabilidade, como LEED, BORDA, ou mesmo ZEB (Zero Energy Building), que melhora seu posicionamento, credibilidade e valor comercial.

Resumindo: a energia solar fotovoltaica integrada não é apenas uma alternativa ecológica, mas uma decisão estratégica para quem constrói com uma visão de longo prazo.

Conclusão

A energia solar fotovoltaica integrada em edifícios (BIPV) está transformando a arquitetura sustentável ao combinar design, funcionalidade e geração de energia limpa. Ao incorporar módulos fotovoltaicos diretamente em fachadas, tetos, janelas ou pisos, os edifícios produzem eletricidade renovável, melhorando o isolamento e o conforto térmico.

Essa tecnologia reduz o impacto ambiental, reduz as emissões de carbono e ajuda a obter certificações como LEED, EDGE ou ZEB. Além disso, representa um investimento inteligente, pois reduz os custos operacionais e permite a substituição de materiais convencionais por soluções BIPV multifuncionais.

Em resumo, o BIPV não é apenas uma alternativa energética, mas um recurso estratégico para o projeto arquitetônico moderno e a transição para cidades mais limpas, eficientes e sustentáveis.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é BIPV? É a sigla para Edifício de energia fotovoltaica integrada, ou sistemas fotovoltaicos integrados em edifícios. Ao contrário dos painéis “colocados no topo”, os BIPVs fazem parte do projeto arquitetônico: fachadas, telhados ou janelas que geram energia solar.

Os painéis solares integrados exigem muita manutenção? Não. Geralmente, apenas limpezas regulares e verificações técnicas básicas são necessárias para garantir que tudo funcione bem.

Posso acessar as certificações ambientais se eu usar painéis solares? Sim Muitos edifícios com sistemas BIPV se qualificam para LEED, BORDA, ou mesmo LEED Zero Energy, dependendo do desempenho energético geral.

Eles servem apenas em locais ensolarados? Não necessariamente. Embora a radiação solar seja um fator importante, mesmo em climas nublados, os painéis podem gerar energia útil. Além disso, combinado com um bom isolamento e design passivo, o desempenho geral do edifício permanece muito alto.

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