Construção com baixo teor de carbono: por que é o novo padrão sustentável

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Construção com baixo teor de carbono: por que é o novo padrão sustentável

Áreas urbanas são responsáveis por cerca de 60% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). O setor de construção gera entre o 36% e 40% dessas emissões, uma figura que coloca a indústria no centro do debate sobre mudanças climáticas (Fonte: climatepromise.undp.org).

Essa realidade catalisou uma transformação sem precedentes em direção à construção de baixo carbono, consolidando-se como o novo padrão sustentável que define o futuro da construção moderna.

A atual emergência climática, combinada com regulamentações ambientais cada vez mais rígidas e a crescente demanda por investidores ESG, está forçando os profissionais do setor a repensar completamente suas metodologias.

A construção com baixo teor de carbono deixou de ser uma opção diferenciadora e se tornou uma necessidades comerciais e ambientais que determina a viabilidade a longo prazo de qualquer projeto de construção.

O que é construção de baixo carbono e por que ela é crucial em 2025?

A construção de baixo carbono representa uma metodologia abrangente que minimiza as emissões de CO₂ e outros gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida de um edifício. Essa perspectiva abrangente abrange desde a extração de materiais até a demolição final, passando pelo projeto, construção e operação do edifício.

Os dados atuais revelam que o setor da construção gera entre 36% e 40% das emissões globais de gases de efeito estufa, um valor que inclui as emissões operacionais e incorporadas. Essa enorme contribuição para o aquecimento global posicionou a indústria como um ator fundamental na luta contra as mudanças climáticas.

A diferença entre carbono operacional e carbono incorporado é essencial para entender a magnitude do desafio. O carbono operacional se refere ao consumo de energia durante a vida útil do edifício, enquanto o carbono incorporado compreende todas as emissões associadas aos materiais e processos de construção. Tradicionalmente, o foco estava no carbono operacional, mas os avanços na eficiência energética aumentaram a importância relativa do carbono incorporado.

A conexão direta com os objetivos do Acordo de Paris até 2030 e a neutralidade de carbono até 2050 tornaram a construção de baixo carbono uma necessidade regulatória. Os países que assinaram o acordo estão implementando marcos regulatórios que exigem reduções específicas de emissões na construção, transformando as práticas sustentáveis de opcionais em obrigatórias.

A resposta à atual crise climática e às regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas estão acelerando essa transição. Em 2025, a construção de baixo carbono não apenas responde às pressões ambientais, mas se tornou um importante diferencial competitivo que determina o acesso a financiamento, licenças de construção e aceitação do mercado.

O impacto do carbono incorporado na indústria da construção

A avaliação do ciclo de vida completo de um edifício abrange cinco fases críticas: extração de matérias-primas, fabricação de materiais, transporte até o canteiro de obras, processo de construção e possível demolição. Cada fase contribui diferencialmente para o carbono incorporado total, com a fabricação de materiais sendo a que mais consome emissões.

As estratégias para reduzir as emissões em cada fase do processo de construção incluem a substituição de materiais intensivos em carbono, otimização dos processos de transporte, implementação de tecnologias de captura de carbono e projeto para desmontagem e reutilização.

A integração sistêmica dessas estratégias pode reduzir o carbono incorporado em até 50% em comparação com os métodos tradicionais, de acordo com estudos da Conselho Mundial de Construção Verde (WorldGBC), que destacam o impacto positivo da adoção de materiais sustentáveis e técnicas de construção eficientes na redução de emissões.

Principais materiais e tecnologias para construção com baixo teor de carbono

Materiais certificados de baixo carbono estão revolucionando as opções disponíveis para construtores e arquitetos. A madeira laminada certificada tem uma pegada de carbono negativa quando vem de florestas manejadas de forma sustentável, pois o crescimento das árvores consome CO2 atmosférico durante o desenvolvimento. O concreto reciclado reduz as emissões em até 30% em comparação com o concreto convencional, enquanto o aço verde, produzido com energia renovável, reduz significativamente seu impacto ambiental.

As tecnologias emergentes estão expandindo as possibilidades de construção sustentável. A captura de carbono em materiais permite que alguns produtos absorvam CO₂ durante o uso, tornando-se sumidouros de carbono.

A bioconstrução usa materiais orgânicos, como Cânhamo e bambu estrutural, oferecendo alternativas renováveis e biodegradáveis. A impressão 3D sustentável reduz o desperdício e permite o uso de materiais reciclados com precisão milimétrica.

Os sistemas de construção pré-fabricados representam uma evolução em direção à eficiência e redução de emissões. A fabricação em ambientes controlados minimiza o desperdício, otimiza o uso de materiais e reduz significativamente as emissões de transporte por meio de economias de escala.

As ferramentas BIM (Modelagem de Informações de Construção) para otimização de materiais e análise de carbono em tempo real estão transformando o projeto arquitetônico. Essas plataformas possibilitam avaliar o impacto ambiental de diferentes opções de materiais durante a fase de projeto, facilitando decisões informadas que otimizam o desempenho e a sustentabilidade.

Histórias de sucesso com materiais inovadores demonstram a viabilidade prática dessas alternativas. El Cânhamo, feito com fibras de cânhamo e cal, oferece excelente isolamento térmico e captura CO₂ durante a cura. O bambu estrutural, com resistência comparável ao aço em certas aplicações, cresce até 35 vezes mais rápido do que as árvores tradicionais.

Energias renováveis integradas na construção de baixo carbono

Os sistemas fotovoltaicos integrados em fachadas e telhados representam a evolução em direção a edifícios neutros em carbono que geram sua própria energia. A integração arquitetônica dos painéis solares reduz a dependência externa de energia e converte edifícios em geradores líquidos de energia limpa.

A implementação de energia geotérmica, eólica e de biomassa de acordo com as condições locais otimiza o uso dos recursos renováveis disponíveis.

Os sistemas geotérmicos aproveitam a temperatura constante do subsolo para aquecimento e resfriamento eficientes, enquanto a energia eólica urbana e a biomassa local complementam o mix de energia renovável.

O armazenamento de energia e as estratégias inteligentes de gerenciamento de consumo maximizam a eficiência dos sistemas renováveis. As baterias de nova geração permitem que a energia solar seja armazenada para uso noturno, enquanto os sistemas inteligentes de gerenciamento otimizam o consumo, dependendo da disponibilidade de energia renovável e das tarifas de eletricidade.

Além disso, exemplos de edifícios que geram mais energia do que consomem (Edifícios com energia positiva) demonstram a viabilidade técnica e econômica dessa abordagem. Esses projetos não apenas alcançam a neutralidade operacional de carbono, mas também contribuem positivamente para a descarbonização da rede elétrica.

Integração com redes elétricas inteligentes e Microrredes a otimização da energia urbana permite a otimização da energia na escala distrital. Esses sistemas facilitam a troca de energia entre edifícios, maximizando o uso da geração renovável local e melhorando a resiliência energética urbana.

Certificações e padrões internacionais para construção de baixo carbono

LEED v5 e sua abordagem à descarbonização estabelecem requisitos específicos para redução de carbono que vão além da eficiência energética tradicional. Essa evolução do padrão LEED incorpora métricas de carbono incorporadas e exige declarações ambientais de produtos, transformando a certificação em uma abordagem abrangente à sustentabilidade.

BREMA e seus critérios para avaliar as emissões em materiais e energia fornecem uma estrutura europeia que está ganhando adoção global. Esse sistema avalia o impacto do carbono ao longo do ciclo de vida, incluindo critérios específicos para selecionar materiais de baixo impacto e estratégias operacionais de descarbonização.

O padrão Casa passiva e sua contribuição para edifícios de energia ultrabaixa representa excelência em eficiência energética. Embora originalmente focadas no consumo operacional, as novas versões incorporam considerações de carbono incorporadas, definindo o caminho para edifícios verdadeiramente sustentáveis.

A certificação BORDA para mercados emergentes e sua aplicabilidade na América Latina, oferece uma abordagem prática adaptada às condições regionais. Este padrão considera as restrições econômicas e técnicas locais, fornecendo uma estrutura acessível para a implementação da construção sustentável nos países em desenvolvimento.

Benefícios econômicos e ambientais da construção de baixo carbono

A redução dos custos operacionais do 20-50% no longo prazo, o consumo de energia representa um dos benefícios econômicos mais tangíveis da construção de baixo carbono. Essa redução é alcançada por meio de estratégias integradas de eficiência energética, uso de energia renovável e sistemas inteligentes de gerenciamento que otimizam o desempenho durante toda a vida útil do edifício.

O aumento do valor imobiliário e da atratividade para investidores ESG (Ambiental, Social, Governança) está transformando a dinâmica do mercado imobiliário. Edifícios certificados como experiência sustentável aumentam o valor de 10-20% e taxas de ocupação mais altas, enquanto os investidores institucionais priorizam ativos que atendam aos critérios do ESG.

O acesso a finanças verdes e títulos verdes com taxas preferenciais facilita a viabilidade econômica de projetos sustentáveis. Títulos verdes oferecem taxas de juros 0,5-1% menor do que o financiamento convencional, enquanto os programas governamentais oferecem incentivos fiscais e subsídios para construções de baixo carbono.

Além disso, a melhoria na saúde e na produtividade dos ocupantes gera benefícios econômicos indiretos significativos. Edifícios sustentáveis reduzem o absentismo no trabalho em até um 15% e aumentam a produtividade em até 8%, criando valor econômico que excede em muito os custos adicionais da construção sustentável.

Implementação da construção de baixo carbono no México e na América Latina

O marco regulatório mexicano, incluindo o NOM-008-ENER e programas governamentais de eficiência energética, está estabelecendo as bases para a adoção em massa da construção sustentável. Esses programas oferecem incentivos econômicos para edifícios que excedem os padrões mínimos de eficiência energética e reduzem suas emissões de carbono.

Projetos pioneiros no México, como Torre Reforma, Centro de metrô Business Habitat e desenvolvimentos de FAMOSO demonstrar a viabilidade e os benefícios da construção de baixo carbono em condições locais. Esses projetos alcançaram reduções de emissões de 30 a 50% em comparação com edifícios convencionais, estabelecendo referências para desenvolvimentos futuros.

Os desafios específicos da região incluem custos de tecnologia, limitações no treinamento técnico e adaptação das regulamentações locais. A disponibilidade limitada de materiais certificados de baixo carbono e a necessidade de desenvolver cadeias de suprimentos locais representam obstáculos que exigem soluções inovadoras e colaboração público-privada.

As oportunidades de crescimento do mercado são baseadas na crescente demanda e no apoio governamental. O mercado de construção sustentável no México está crescendo a taxas acima 15% anual, impulsionado por regulamentações ambientais, demanda corporativa e conscientização sobre mudanças climáticas.

A colaboração com organizações internacionais e a transferência de tecnologia aceleram a implementação regional. Por exemplo, programas do LICITAR, a Banco Mundial e agências de desenvolvimento fornecem financiamento e assistência técnica para projetos pioneiros, facilitando a adoção das melhores práticas internacionais.

Estudos de caso bem-sucedidos na região

A análise detalhada de projetos específicos com reduções comprovadas de emissões fornece evidências concretas dos benefícios da construção de baixo carbono. Torre Reforma na Cidade do México, alcançou uma redução de 40% no consumo de energia por meio de estratégias integradas de design passivo, sistemas eficientes e energias renováveis.

As lições aprendidas enfatizam a importância do planejamento abrangente desde os estágios iniciais do projeto, da seleção cuidadosa dos materiais locais e do treinamento contínuo das equipes técnicas. Os projetos mais bem-sucedidos integram considerações de sustentabilidade desde a conceituação inicial.

Depoimentos de desenvolvedores, arquitetos e usuários finais confirmam os múltiplos benefícios da construção com baixo teor de carbono. Os desenvolvedores relatam maior facilidade de obter financiamento e licenças, enquanto os usuários destacam a melhor qualidade do ar interno, o conforto térmico superior e os custos operacionais mais baixos.

A comparação com projetos de referência internacional coloca os desenvolvimentos latino-americanos em posições competitivas. Projetos como Centro de metrô Business Habitat eles alcançam padrões comparáveis aos desenvolvimentos europeus e norte-americanos, demonstrando capacidades técnicas regionais.

Conclusão

A construção de baixo carbono se estabeleceu como o novo padrão sustentável essencial para enfrentar a crise climática global. Ao longo deste blog, vimos como a indústria da construção, responsável por grande parte das emissões de gases de efeito estufa, está sendo transformada para minimizar sua pegada de carbono por meio de estratégias abrangentes que vão desde o projeto e seleção de materiais até a operação e demolição de edifícios.

A incorporação de materiais de baixo carbono, tecnologias renováveis, como energia solar e geotérmica, e ferramentas digitais como BIM, possibilitam otimizar o consumo de energia e reduzir significativamente o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida dos edifícios. Além disso, padrões e certificações internacionais, como LEED, promovem a adoção de práticas que não só melhorem a eficiência energética, mas também promovam a qualidade de vida, a equidade e a conservação ambiental.

No México e na América Latina, a construção de baixo carbono representa uma oportunidade real de avançar em direção ao desenvolvimento sustentável, com benefícios econômicos, sociais e ambientais tangíveis. A adoção desse modelo não é apenas um esforço necessário para cumprir os compromissos internacionais e as regulamentações emergentes, mas também posiciona os projetos como líderes em inovação, saúde e bem-estar, garantindo um futuro resiliente e próspero para as próximas gerações.

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