No contexto atual, a preocupação com as mudanças climáticas e a sustentabilidade tem levado a um crescente interesse pela tecnologia verde e sua aplicação em vários setores, incluindo a indústria da construção. A combinação de soluções tecnológicas inovadoras com práticas sustentáveis resultou no que é conhecido como “Tecnologia Verde” ou tecnologia verde. Neste blog, exploraremos a importância da tecnologia verde na luta contra as mudanças climáticas, com um foco específico em Economia circular ou economia circular, e examinaremos exemplos de tecnologia verde aplicada a edifícios e construções, com especial atenção à construção modular e seu impacto na redução de resíduos.
A mudança climática é um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta atualmente. As emissões de gases de efeito estufa e a superexploração dos recursos naturais estão levando ao aquecimento global e à degradação ambiental. Portanto, é crucial adotar medidas para reduzir nossa pegada ecológica e promover práticas mais sustentáveis em todas as áreas da sociedade. É aqui que o tecnologia verde, que busca desenvolver soluções que minimizem o impacto ambiental e promovam um uso mais eficiente e responsável dos recursos.
A economia circular é um conceito central na busca pela sustentabilidade no setor. Diferentemente do modelo linear de “pegar, fazer, descartar”, a economia circular busca manter produtos, materiais e recursos em uso pelo maior tempo possível, fechando os ciclos de vida dos produtos e reduzindo a geração de resíduos. Essa abordagem promove a reutilização, reciclagem e regeneração de materiais, o que tem um impacto significativo na redução das emissões de carbono e na conservação dos recursos naturais. Veja nosso artigo sobre economia circular em edifícios aqui
No setor de construção, a tecnologia verde está fazendo uma grande diferença na redução do impacto ambiental dos edifícios. Um exemplo proeminente é o construção modular. Essa técnica consiste em fabricar módulos pré-fabricados em uma fábrica e montá-los no canteiro de obras. Ao reduzir a quantidade de trabalho realizado no local e otimizar o uso de materiais, a construção modular minimiza o desperdício gerado e diminui o consumo de recursos. Além disso, esses edifícios modulares podem ser mais eficientes em termos de energia e oferecer maior desempenho sustentável.
A construção tradicional geralmente gera grandes quantidades de resíduos durante o processo de construção, o que tem um impacto negativo no meio ambiente. Em vez disso, o a construção modular se destaca por sua abordagem mais ecológica e sustentável. Ao fabricar os módulos em um ambiente controlado, os materiais podem ser reutilizados e reciclados, minimizando o desperdício. Além disso, o transporte eficiente e a montagem de módulos reduzem as emissões de carbono associadas ao transporte de materiais de construção.
Raquel Barrionuevo Sánchez de Machicao, engenheira civil formada pela Universidade Nacional de Engenharia do Perú, compartilhou sua experiência durante uma palestra sobre tecnologias aplicáveis à construção verde. Em sua história, ele destacou a diversidade de climas, materiais e sistemas de construção em seu país e como, desde a antiguidade, eles foram autodidatas na construção. Ele mencionou que mesmo nas culturas pré-incas, conceitos de design bioclimático já existiam.
Os ancestrais peruanos usaram tecnologias adequadas ao seu ambiente, usando adobe de paredes espessas na área costeira e nas montanhas. Referindo-se a Machu Picchu, ele explicou que a orientação dos edifícios foi projetada de acordo com o sol e a natureza, pois eles consideravam esses elementos como seus pais.
Como especialista em estudos na Suécia, Inglaterra e Holanda, Barrionuevo enfatizou que, na área costeira peruana, os habitantes constroem suas casas naturalmente, aplicando conceitos bioclimáticos, como a incorporação de galerias e telhados de gable para se proteger da radiação solar e da chuva, além de janelas com persianas de madeira para controlar o vento e o calor.

A certificação LEED na América Latina vem ganhando relevância como um diferencial estratégico no mercado imobiliário sustentável. Neste artigo, explicamos o que é a certificação LEED, como funciona o processo na região, quais são as etapas, os custos e os prazos reais, além do impacto direto no valor dos empreendimentos. Um guia completo para desenvolvedores, investidores e profissionais que buscam eficiência, valorização e alinhamento com critérios ESG.
A certificação EDGE é uma das formas mais rápidas e eficientes de tornar edifícios mais eficientes, reduzindo o consumo de energia, água e materiais e aumentando o valor de revenda dos imóveis. Desenvolvida pela Corporação Financeira Internacional (IFC), do Grupo Banco Mundial, a EDGE ajuda projetos imobiliários a reduzir o impacto ambiental, diminuir custos operacionais e avançar na descarbonização do setor da construção. Com um processo simples e mensurável, a EDGE se tornou uma certificação estratégica para desenvolvedores e investidores focados em sustentabilidade e desempenho financeiro.
As certificações sustentáveis no México estão ganhando protagonismo como uma ferramenta estratégica para empresas e projetos que buscam demonstrar seu compromisso ambiental, social e de governança. Elas já não se limitam apenas à construção, abrangendo também processos, operações, produtos e modelos de negócio de forma integrada.