
O Brasil concentra um dos mercados de certificação WELL mais consolidados da América Latina, impulsionado por São Paulo e Rio de Janeiro, onde bancos, seguradoras e multinacionais de tecnologia disputam os mesmos talentos sêniores. Em um mercado de trabalho onde o custo de substituir um gerente ou especialista sênior pode superar vários meses de salário, as áreas de Recursos Humanos passaram a exigir do real estate corporativo evidências de que a sede física contribui para a retenção, não apenas para a redução de custos operacionais. Ao mesmo tempo, o mercado financeiro brasileiro —um dos mais ativos da região em títulos verdes e créditos vinculados à sustentabilidade (ESG-linked loans)— exige cada vez mais que o componente social ("S") desses instrumentos tenha uma métrica verificável, e o WELL é o padrão que a fornece com testes de desempenho reais no local.
Diagnóstico e benchmarking: avaliamos o edifício diante dos dez conceitos do WELL v2 e o comparamos com o padrão já praticado pelos edifícios certificados em São Paulo e Rio.
Definição do nível objetivo: selecionamos Bronze, Silver, Gold ou Platinum de acordo com o orçamento e o posicionamento competitivo buscado pelo proprietário.
Verificação de desempenho no local: coordenamos os testes de qualidade do ar e da água realizados por um assessor de desempenho credenciado pelo IWBI, uma etapa que o LEED não exige.
Certificação GBCI e recertificação: gerenciamos a emissão do selo e o ciclo de recertificação trienal que o WELL exige para mantê-lo vigente.
O IWBI calcula suas tarifas de registro e certificação por faixa de área construída, com um componente que não existe no LEED: a verificação de desempenho no local, que inclui testes físicos de qualidade do ar e da água realizados por um assessor credenciado. Em um mercado maduro como o brasileiro, onde já existe uma base de assessores e auditores com experiência em WELL, isso ajuda a manter prazos mais previsíveis. O processo completo leva entre 12 e 18 meses a partir do registro e exige recertificação a cada três anos para manter o selo vigente.

A combinação de um mercado corporativo grande e sofisticado em São Paulo e Rio, uma guerra intensa por talentos sêniores, e um mercado financeiro ativo em instrumentos ESG explicam por que o Brasil lidera a adoção do WELL na região. Essa maturidade também significa que inquilinos e compradores já reconhecem e valorizam a credencial.

Sim. A documentação de sistemas mecânicos, qualidade do ar e gestão de água desenvolvida para o LEED reduz significativamente o trabalho necessário para o WELL, já que ambos os padrões avaliam sistemas técnicos semelhantes sob ângulos distintos: um ambiental, outro de saúde humana.

Entre 12 e 18 meses em média a partir do registro, incluindo o período de testes de desempenho no local. Os prazos podem ser menores se o edifício já tiver sistemas de monitoramento de qualidade do ar e água instalados.
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