CERTIFICAÇÃO AIS PARA CENTROS DE SAÚDE

Em um hospital, metade de quem passa pela porta tem alguma limitação. O edifício deveria ser projetado para essas pessoas, não apesar delas

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O que está acontecendo com a certificação AIS em

centros de saúde

Nenhum edifício recebe tantas pessoas com mobilidade reduzida, dor, baixa visão ou desorientação quanto um centro de saúde. Pacientes em cadeira de rodas ou de muletas, idosos, gestantes, pessoas recém-operadas e acompanhantes com carrinhos de bebê passam todos os dias pela mesma porta. Mesmo assim, é comum encontrar clínicas com rampas íngremes no acesso de emergência, balcões de admissão que uma pessoa sentada não alcança, banheiros 'acessíveis' onde uma cadeira não gira, macas e equipamentos de diagnóstico que o paciente não consegue usar sem ser carregado e chamadas por alto-falante que uma pessoa surda nunca ouve. Cada uma dessas barreiras custa tempo da equipe, provoca quedas e reclamações e prejudica a experiência em um setor em que a reputação decide onde as famílias se tratam e com quem as operadoras fecham convênios. A certificação AIS, da Fundação ARS, avalia o centro de saúde completo, do estacionamento e da admissão aos consultórios, banheiros, internação e evacuação, e reconhece o resultado com 1 a 5 estrelas em um registro público.

Por que certificar?

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01
Menos quedas e menos sobrecarga para a equipe: rampas bem projetadas, corrimãos contínuos, pisos adequados e banheiros realmente acessíveis reduzem acidentes e o tempo que enfermagem e maqueiros dedicam a transferências evitáveis.
02
Atendimento que todos conseguem acompanhar: a AIS revisa sistemas de senha visuais e sonoros, sinalização compreensível e alternativas de comunicação para pacientes surdos ou com baixa visão, que hoje perdem a vez ou não entendem as orientações.
03
Uma vantagem diante de operadoras e pacientes: clínicas e hospitais disputam convênios e a preferência das famílias; um selo verificado de acessibilidade é uma prova concreta de qualidade de serviço.
04
Evacuação de pacientes que não andam: a AIS avalia áreas de refúgio, meios de evacuação assistida e procedimentos da equipe, uma lacuna crítica em edifícios de saúde com vários andares.

Quais são os passos para certificar?

Diagnóstico in loco: percorremos o centro de saúde como faria cada tipo de paciente, da chegada de carro ou ambulância à admissão, consultórios, laboratórios, imagem, internação e banheiros, frente aos critérios AIS e à norma sanitária local.

Plano de melhorias sem interromper o atendimento: priorizamos as lacunas por impacto clínico e custo e programamos as adequações por setores e horários para não afetar a operação assistencial.

Implementação e capacitação da equipe: acompanhamos as adequações e capacitamos admissão, enfermagem, segurança e brigadas no trato, na comunicação e na evacuação de pacientes com diferentes deficiências.

Certificação e registro: conduzimos a verificação junto à Fundação ARS, que emite o certificado com o nível de estrelas e o publica no Registro Público da AIS.

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Custos e prazos?

O custo da AIS depende do tipo de ativo (espaço físico, web ou produto), do seu tamanho e da sua complexidade, e inclui o diagnóstico e acompanhamento do assessor autorizado e as taxas de certificação da Fundação ARS. Em centros de saúde existentes, as melhorias mais frequentes são rampas e acessos de emergência, balcões de admissão em dupla altura, banheiros e vestiários adaptados, sinalização e sistemas de senha visuais, corrimãos contínuos e meios de evacuação assistida. Para uma clínica ou hospital em operação com adequações menores, o processo costuma levar de 3 a 6 meses do diagnóstico até a emissão do certificado; em hospitais grandes pode ser conveniente certificar por prédios ou alas.

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Nosso centro cumpre a norma sanitária. O que a AIS acrescenta?

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A norma sanitária costuma definir requisitos mínimos de infraestrutura para licenciar o estabelecimento. A AIS avalia como o centro funciona no dia a dia para pacientes com diferentes deficiências, incluindo comunicação, senhas, mobiliário clínico e evacuação, e gradua o resultado em estrelas.

É possível certificar uma clínica que funciona 24 horas?

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Sim. O diagnóstico é feito sem interromper o atendimento e as adequações são programadas por setores e horários de menor demanda. Muitas melhorias, como sinalização, mobiliário de admissão ou barras de apoio, são instaladas em poucas horas.

A AIS avalia também os equipamentos médicos?

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A AIS se concentra no espaço e no serviço, mas considera se o paciente consegue usar com autonomia elementos como macas, poltronas de coleta ou vestiários de imagem. Quando identificamos barreiras no equipamento, as incluímos no plano de melhorias para a próxima renovação.

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