
A OMS estima que 1,3 bilhão de pessoas no mundo, uma em cada seis, vivem com uma deficiência significativa. Somando idosos, pessoas com lesões temporárias e famílias com carrinhos de bebê, o público que precisa de um espaço acessível é enorme, e raramente compra sozinho: vem com cônjuge, filhos ou amigos que escolhem o lugar conforme todos consigam entrar. Ainda assim, em shoppings e lojas da região continuam comuns as entradas com degrau, os provadores onde uma cadeira de rodas não cabe, os caixas em alturas impossíveis, os banheiros acessíveis trancados ou usados como depósito e as vagas reservadas ocupadas por qualquer um. Cada uma dessas barreiras manda a família inteira para a concorrência, e cada vez mais termina em uma avaliação negativa ou em uma reclamação no órgão de defesa do consumidor. A certificação AIS, da Fundação ARS, avalia o percurso completo do cliente, do estacionamento ao caixa, aos banheiros e à evacuação, e também pode certificar o site e o e-commerce, reconhecendo o resultado com 1 a 5 estrelas em um registro público.
Diagnóstico do percurso do cliente: avaliamos estacionamentos, acessos, circulações, elevadores e escadas rolantes, lojas, provadores, caixas, praça de alimentação, banheiros e rotas de fuga frente aos critérios AIS.
Plano de melhorias por etapas: priorizamos as lacunas por impacto na experiência e por custo, separando o que depende do administrador do shopping do que cabe a cada lojista.
Implementação e capacitação da equipe: acompanhamos as adequações e capacitamos atendimento, segurança e limpeza para assistir clientes com diferentes deficiências e manter livres as rotas e serviços acessíveis.
Certificação e registro: conduzimos a verificação junto à Fundação ARS, que emite o certificado com o nível de estrelas e o publica no Registro Público da AIS.
O custo da AIS depende do tipo de ativo (espaço físico, web ou produto), do seu tamanho e da sua complexidade, e inclui o diagnóstico e acompanhamento do assessor autorizado e as taxas de certificação da Fundação ARS. Em shoppings, lojas e hotéis existentes, as melhorias mais frequentes são acessos em nível, vagas reservadas bem localizadas e sinalizadas, provadores e caixas acessíveis, banheiros adaptados, sinalização e capacitação da equipe. Para um shopping ou uma rede de lojas, vale começar por uma unidade piloto e replicar o padrão. O processo costuma levar de 3 a 6 meses por ativo do diagnóstico até a emissão do certificado.

Sim. O administrador pode certificar as áreas comuns, estacionamentos, banheiros e serviços que controla, e depois convidar os lojistas a certificar suas lojas com um padrão comum. O diagnóstico inicial costuma incluir recomendações para as lojas, úteis para o caderno técnico do lojista.

A AIS avalia se o site pode ser usado com leitores de tela, navegação por teclado, bom contraste e textos compreensíveis, entre outros critérios. Para um varejista, é a forma de garantir que o cliente bem recebido na loja física também consiga comprar online.

Não precisa afetar. Soluções acessíveis bem projetadas se integram à arquitetura e ao visual merchandising: acessos em nível, provadores mais amplos, balcões em dupla altura ou sinalização clara costumam melhorar a experiência de todos os clientes, não só de quem tem uma deficiência.
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