CERTIFICAÇÃO AIS NA GUATEMALA

Em Antigua ou na zona 10, chegar a um edifício em cadeira de rodas ainda é uma corrida de obstáculos

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O que está acontecendo com a certificação AIS em

Guatemala

A Pesquisa Nacional de Deficiência (ENDIS 2016) estimou que cerca de 10% dos guatemaltecos vivem com alguma deficiência. A Lei de Atenção às Pessoas com Deficiência (Decreto 135-96) exige acessibilidade em edifícios públicos e privados de uso público, mas não existe uma norma técnica nacional detalhada nem uma verificação sistemática, e o resultado aparece na rua: calçadas altas, entradas com degraus, estacionamentos sem vagas reservadas e shoppings onde o único banheiro acessível fica em outro andar ou vira depósito. Essa falta de regras claras também é uma oportunidade. Empresas que atendem ao público, hotéis que recebem turismo internacional em Antigua e Atitlán e multinacionais com centrais de atendimento e centros de serviços compartilhados na Cidade da Guatemala precisam de um padrão objetivo para saber se seus espaços são acessíveis e demonstrá-lo a clientes e matrizes. A certificação AIS, da Fundação ARS, oferece exatamente isso: uma avaliação in loco com critérios internacionais e um nível de 1 a 5 estrelas publicado em um registro público.

Por que certificar?

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01
Um padrão onde a norma não chega: sem uma norma técnica nacional detalhada, a AIS traz critérios mensuráveis para projetar e adequar espaços com segurança técnica, alinhados às boas práticas internacionais e ao Decreto 135-96.
02
Turismo que não deixa ninguém na porta: hotéis e restaurantes em Antigua, Atitlán ou na capital recebem viajantes idosos e com deficiência dos Estados Unidos e da Europa, que escolhem onde se hospedar com base em informação confiável de acessibilidade.
03
Operações alinhadas à matriz: centrais de atendimento e centros de serviços compartilhados sujeitos a políticas globais de DEI podem demonstrar com a AIS que sua sede na Guatemala está no nível dos demais escritórios do grupo.
04
Diferenciação em um mercado que está começando: poucos edifícios na Guatemala podem mostrar acessibilidade verificada por terceiros; certificar-se cedo posiciona sua marca como referência diante de clientes, locatários e do CONADI.

Quais são os passos para certificar?

Diagnóstico in loco: percorremos o edifício do estacionamento à saída de emergência e medimos acessos, rampas, elevadores, banheiros, balcões e sinalização frente aos critérios AIS e ao Decreto 135-96.

Plano de adequações realista: priorizamos as lacunas por impacto e custo, com soluções que sua equipe de manutenção e os fornecedores locais possam executar sem parar a operação.

Implementação e capacitação: acompanhamos as adequações e capacitamos recepção, segurança e brigadas de emergência para assistir e evacuar pessoas com diferentes deficiências.

Certificação e registro: conduzimos a verificação junto à Fundação ARS, que emite o certificado com o nível de estrelas e o publica no Registro Público da AIS.

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Custos e prazos?

O custo da AIS depende do tipo de ativo (espaço físico, web ou produto), do seu tamanho e da sua complexidade, e inclui o diagnóstico e acompanhamento do assessor autorizado e as taxas de certificação da Fundação ARS. O investimento em adequações é a parte mais variável: em escritórios, hotéis e comércios existentes, muitas lacunas se resolvem com rampas, sinalização, barras de apoio, vagas reservadas e ajustes em banheiros, e só algumas exigem obra. Para um edifício em operação com adequações menores, o processo costuma levar de 3 a 6 meses do diagnóstico até a emissão do certificado.

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Se na Guatemala não existe uma norma técnica detalhada, com quais critérios se avalia?

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A AIS toma como base a legislação vigente, neste caso o Decreto 135-96 e seu regulamento, e a complementa com seus próprios critérios técnicos, aplicados em mais de 30 países. Assim seu projeto é avaliado com parâmetros claros e comparáveis, mesmo que a regulação local não os detalhe.

É possível certificar um edifício histórico em Antigua Guatemala?

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Sim, com soluções adaptadas. Em imóveis protegidos nem sempre é possível modificar fachadas, pisos de pedra ou escadas originais, mas é possível incorporar rampas removíveis, percursos alternativos, banheiros adaptados e sinalização, em coordenação com o Conselho Nacional para a Proteção de La Antigua Guatemala.

Quanto tempo leva certificar uma central de atendimento ou um escritório?

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Depende das lacunas encontradas no diagnóstico. Em escritórios já em operação, muitas adequações se resolvem com mobiliário, sinalização e ajustes em banheiros, e o processo completo costuma levar de 3 a 6 meses. Se forem necessárias obras maiores, planejamos a adequação por etapas para não afetar a operação.

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