
A Colômbia tem um dos marcos legais mais completos da região: a Lei Estatutária 1618 de 2013 obriga a garantir o acesso de pessoas com deficiência a espaços, transporte, informação e serviços, e normas técnicas como a NTC 6047 detalham como devem ser os espaços de atendimento ao cidadão. Ainda assim, em Bogotá, Medellín ou Barranquilla continua fácil encontrar sedes com escadas no acesso, guichês a 1,20 metro de altura e elevadores sem sinal sonoro nem botões em braile. O DANE estima em cerca de 3 milhões as pessoas com alguma deficiência no país, e o envelhecimento da população fará esse número crescer rápido. A distância entre a norma e o edifício também atinge as empresas: sustentar compromissos de inclusão no trabalho e políticas de DEI é difícil se o local de trabalho expulsa quem usa muletas ou não ouve o alarme, e as ações de tutela por barreiras físicas chegam com prazos curtos. A certificação AIS da Fundação ARS avalia esse percurso completo in loco e o reconhece com um nível de 1 a 5 estrelas visível em um registro público.
Diagnóstico in loco: medimos acessos, rampas, portas, elevadores, banheiros, guichês, sinalização e rotas de fuga frente aos critérios AIS, à Lei 1618 e às normas técnicas colombianas de acessibilidade ao meio físico.
Plano de ajustes razoáveis: priorizamos as lacunas por impacto e custo, diferenciando o que se resolve com gestão e mobiliário do que exige obra, para avançar rumo à estrela desejada com orçamento controlado.
Implementação e formação: acompanhamos as adequações com sua equipe de infraestrutura e capacitamos atendimento e segurança no trato e na assistência a pessoas com deficiência.
Certificado e registro: conduzimos a verificação com a Fundação ARS, que emite o certificado com o nível de estrelas e o publica no Registro Público da AIS.
O custo da AIS depende do tipo de ativo (espaço físico, web ou produto), do seu tamanho e da sua complexidade, e inclui o diagnóstico e acompanhamento do assessor autorizado e as taxas de certificação da Fundação ARS. O investimento em adequações é a parte mais variável: em sedes de atendimento e escritórios existentes, muitas lacunas se resolvem com guichês em dupla altura, sinalização, barras de apoio, laços de indução magnética ou ajustes de mobiliário, e só algumas exigem obra civil. Para uma sede em operação com adequações menores, o processo costuma levar de 3 a 6 meses do diagnóstico até a emissão do certificado.

As ações de tutela por barreiras físicas são frequentes na Colômbia e os juízes costumam ordenar adequações com prazos curtos. Ter um diagnóstico AIS e um plano de melhorias em andamento permite responder com informação técnica, priorizar as obras e demonstrar que a organização já está agindo, em vez de improvisar sob pressão. Não substitui a defesa jurídica, mas a fortalece.

Sim. Cada unidade é certificada individualmente, mas o diagnóstico das primeiras permite definir um padrão replicável para o restante da rede: as mesmas soluções de rampas, guichês, banheiros e sinalização, com compras e empreiteiros coordenados. Assim o custo por unidade cai e o avanço é reportado em estrelas.

Sim. A AIS usa como referência a legislação vigente em cada país, por isso o diagnóstico na Colômbia considera a Lei 1618, a NTC 6047 e as normas técnicas de acessibilidade ao meio físico, e acrescenta critérios próprios em aspectos que a regulação não cobre, como gestão e atendimento ao público.
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