
Mestre em Engenharia Mecânica pela USP/EESC (Brasil), com as credenciais LEED AP BD+C, LEED AP O+M, LEED Green Rater e EDGE Expert. 12 anos de experiência em consultoria de certificações LEED.
A maior parte do custo de operar um escritório são as pessoas, não o edifício. Um método em cinco passos para RH e Finanças calcularem juntos o retorno de uma certificação de saúde.

Quando uma empresa avalia certificar seu escritório com WELL ou Fitwel, a conversa costuma se concentrar no custo do edifício. Mas o edifício é a menor parte da equação: em uma empresa típica de serviços, a grande maioria do gasto operacional são salários e benefícios, muito acima do aluguel ou da energia. O World Green Building Council destacou isso em seus relatórios sobre saúde e produtividade em escritórios.
Isso muda a forma de fazer as contas. Uma pequena melhora no quanto as pessoas rendem e permanecem vale mais do que quase qualquer economia de energia. Neste artigo propomos um método para construir esse business case com os dados da sua própria empresa.
A relação entre ambiente interno e desempenho está bem documentada. O estudo COGfx da Universidade de Harvard, por exemplo, constatou que as pessoas obtinham resultados significativamente melhores em testes de função cognitiva quando trabalhavam em escritórios com melhor ventilação e menos poluentes. Outros estudos relacionam luz natural, conforto térmico e controle de ruído ao absenteísmo e à satisfação no trabalho.
Há ainda um efeito estratégico: a volta ao escritório. Empresas que pedem presença precisam de um argumento melhor do que "é a política". Uma certificação de saúde transforma essa política em um fato verificado por terceiros: o escritório é um lugar melhor para trabalhar. Desenvolvemos esse ponto em certificação WELL para escritórios.
Substituir um colaborador tem um custo que costuma ser subestimado: recrutamento, seleção, onboarding e o tempo até a nova pessoa atingir o desempenho da anterior. Em perfis especializados, esse custo pode equivaler a uma parte importante do salário anual.
Melhor qualidade do ar, água segura e espaços que favorecem o descanso podem reduzir os dias de ausência por doença, sobretudo os ligados a problemas respiratórios.
É a alavanca mais difícil de medir e, ao mesmo tempo, a de maior impacto potencial, porque se aplica a toda a folha de pagamento.
Rotatividade voluntária dos últimos anos, custo médio de reposição por perfil e dias de absenteísmo por pessoa.
Folha de pagamento anual com encargos e benefícios, e o orçamento estimado da certificação, incluindo taxas, consultoria, verificação e melhorias.
Considere melhorias pequenas: um ponto a menos de rotatividade, uma redução modesta do absenteísmo e um efeito mínimo na produtividade. A fórmula é simples:
Um business case que funciona com premissas prudentes convence; um inflado cai na primeira pergunta do diretor financeiro. Se quiser mostrar um cenário otimista, apresente-o separado, nunca misturado com o cenário base.
Divida o investimento total pelos três anos de validade da certificação e compare com o benefício anual estimado. Em muitos casos, só a alavanca de rotatividade já cobre boa parte do custo.
Use pesquisas com ocupantes antes e depois de certificar (o WELL as incorpora no padrão) e acompanhe a rotatividade e o absenteísmo da sede. Medir transforma o business case em um resultado demonstrável para a próxima decisão.
Se estiver em dúvida, veja WELL vs Fitwel vs LEED: qual escolher e, para entender como se monta o orçamento, o que está incluído no custo da certificação WELL.
Em mercados como Brasil, México e Colômbia, a disputa por talentos em São Paulo, Cidade do México ou Bogotá transforma o escritório em uma ferramenta de retenção. Veja WELL no Brasil, WELL no México e WELL na Colômbia.
Se quiser, montamos o modelo com você usando os dados da sua empresa. Fale conosco.
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